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Fernanda e Igor

 

Fernando e Igor

Dia 28.04.2012, um dia especial, uma noite acompanhada de uma linda lua, e um casal nota dez, e que proporcionaram lindas fotos.  Casamento cheio de amigos e familiares.

Making of realizado Milfer’s Cabeleireiros, Cerimônia na Igreja Sâo Cristovão e recepção do espaço Palacius.

Agradeço ao casal pela oportunidade de por registrar este momento tâo especial.

Trabalho desenvolvido para Talentos.

E agradeço aos parceiros Leonardo e Rubens.

E obrigado a todos pelas visitas.

Vamos as fotos!!!

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A lente do Kit

 

“A lente do Kit”

Olá Pessoal! depois algum tempo sem postar, hora de abordarmos um assunto pouco falado por aí afora. Muitos artigos falam sobre as vantagens da compra de uma câmera DSLR, porém poucos avisam que esse é apenas o inicio de uma série de gastos, principalmente para aqueles que tendem a seguir carreira na fotografia. Com o intuito de ajudar aqueles que estão ou passarão futuramente por esse “drama”, esse artigo falará um pouco sobre a famosa “Lente do Kit 18-55mm”. Muitas coisas são possíveis com essa pequena peça, que vai ajudar você a se descobrir, a entender melhor sua câmera nova. Diversas são as perspectivas para essa lente, que por incrível que pareça, é muito mais útil do que parece e muito mais subestimada do que deveria.

A lente

Conhecida como “lente do kit” a 18-55mm é quase unanimidade nas câmeras DSLR atuais, sejam elas mais simples ou mais sofisticadas. Pode ser classificada como uma grande-angular/zoom. Zoom esse equivalente a 3x numa câmera de bolso por exemplo. Alguns modelos vêm com estabilizador de imagem, que é ótimo para as pessoas que ainda estão se acostumando o peso na nova câmera, pois assim a tendencia de uma foto sair tremida por balançar a câmera na hora do aperto do botão é menor. Seu foco automático é rápido na maioria das vezes, pois como não chega a grandes distancias, mesmo no foco manual não é difícil fotografar em situações que exigem um pouco mais de destreza.

No dia-a-dia

Ótima! Uma boa opção para ser deixada sempre em sua câmera, visto que não a deixa robusta como seria com uma tele-objetiva por exemplo. Com a lente do kit você estará apto a registrar qualquer coisa a qualquer hora do dia, inclusive levando ela consigo para onde for.

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Foto: Alex Teixeira / Lente 18-55mm

Retratos

Complementando a opção acima, essa lente é ótima pra retratos. Apenas evite usá-la em 18-mm prefira sempre manter o zoom entre 35mm e 50mm afim de evitar a deformação do rosto da pessoa, pela grande angular da câmera. Procure brincar com os parentes e animais domésticos treinando principalmente usar o foco manual.

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Foto: Alex Teixeira / Lente 18-55mm

Esportes

Esqueça. Aqui é um nicho onde com essa lente você irá apenas “registrar” mas não “participar” do evento em si. Fotografia de esportes em geral é preciso estar dentro do ocorrido mesmo sem estar. Tele-objetivas são essenciais para uma cobertura com mais qualidade e a lente do kit nesse caso, fica muito atrás.

Natureza

Nesse nicho irá variar um pouco, você quer paisagens? Nesse caso a lente do kit não vai te deixar não mão, visto que você precisa de amplitude e nitidez, com essa lente terá ótimas imagens, mas…Se o que quer é, fotografar pássaros selvagens dentre outros animais silvestres, você também precisara de uma tele-objetiva, pois aqui a distancia será fundamental para não afugentar os bichinhos e garantir uma boa foto.

Efeito Bokeh

Aquele efeito de segundo plano completamente desfocado, é possível ser feito com louvor com a lente do kit, será preciso apenas um pouco mais de atenção, levando em consideração que a abertura da lente 18-55m do kit é de apenas 3.5~5.6, comparadas as lentes de 50mm 1.4 ou 1.8 mais comumente usadas para alcançarem esse efeito de desfoque. O imprescindível nesse caso é buscar um angulo onde o primeiro plano tem uma cor diferente do segundo plano.

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Foto: Alex Teixeira / Lente 18-55mm

Eventos festivos
Em aniversários ou casamentos, a unanimidade dos fotógrafos que fazem esse tipo de cobertura é uma lente de 24-70mm com abertura de f/2.8. Mas a lente do kit ganha quando é necessario uma amplitude maior de captação da cena. Os noivos no altar ou a hora do parabéns, são aqueles momentos onde é preciso ter uma cobertura maior do que acontece ao redor do assunto principal, sejam os noivos ou aniversariante.

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Foto: Alex Teixeira / Lente 18-55mm

M.A.N.U.A.I.S.

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Na palheta “LEITURA”

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Nas Sombras de um Sonho – Claudio Marra

Nas sombras de um sonho


Claudio Marra | Nas Sombras de um Sonho
NELLE OMBRE DI UN SOGNO
NAS SOMBRAS DE UM SONHO: HISTORIA E LINGUAGENS DA FOTOGRAFIA DE MODA
Claudio Marra, 2008, Ed.Senac
Introdução: Márcio Scavone
Tradução: Renato Ambrosio
Prefácio: Simonetta Persichetti

“Nas Sombras de um Sonho”, livro de Claudio Marra sobre a história da fotografia de moda, foi uma providencial indicação da Simonetta, pois como diz a Georgia Quintas, logo abaixo, exorcizou totalmente os meus mais antigos fantasmas.
Explico.
Desde sempre, o fotógrafo de moda foi considerado, dentre as diversas categorias fotográficas, a ovelha negra. O fútil. O vendido. A prostituta barata, cega pelo glitter e pelo luxo de gosto duvidoso. Dinheiro fácil. Passei a minha vida profissional carregando nos ombros este sentimento de culpa, por ter feito a escolha errada, o traidor do santo ofício.
E de repente não é nada disso!
Claudio inicia o seu caminho histórico e redentor indicando o contraponto que existe entre “a fotografia de moda” versus “a moda da fotografia”, um estranho e pertinente ponto de vista, embasado no fato de “moda fotografada=moda usada”, uma óbvia alusão ao análogon, a transposição física do evento que é a roupa vestida. Continua com a lembrança que a fotografia denotativa pode ser considerada um espelho com memória, e logo entra na história da fotografia de moda, lembrando que o dilema mais perturbador sempre foi do fotógrafo: posicionar a sua fotografia de modo a ser um objetivo espelho da roupa vestida, ou ser um subjetivo e envolvente meio de nos apresentar uma atmosfera onírica, irreal, de sonhos.
Desta forma, a dualidade imagem X imaginário na moda se inicia com o barão Adolf de Meyer e suas fotos suaves, flou, carregadas de imaginário conotativo, em oposição ao seu sucessor na Vogue, Edward Steichen, criador de imagens denotativas, simples e diretas, sem alusões nem preocupações que não fossem a roupa. Passa por todos os fotógrafos mais importantes de todas as décadas subsequentes, incluindo os coletivos (como a dupla Lamsweerde-Matadin), para terminar na contemporaneidade dos instantâneos de Jurgen Teller e o pornô-chic de Terry Richardson.
O livro é de fácil leitura e muito agradável, com citações importantes e teoricamente bem embasado; a única ressalva que faço é ao fato, compreensível, do autor dar um certo destaque ufanista à alguns fotógrafos italianos que não o mereceriam, mas certamente sem exageros e sem comprometer a obra.
O que mais me alegrou na leitura foi ver como Marra destaca não só a importância, já amplamente reconhecida, da fotografia de moda como documento histórico, fundamental no estudo dos comportamentos da sociedade, mas também a coloca como fator de provocação do desejo erótico, sensorial, que influencia largamente tanto a publicidade quanto o cinema contemporâneo.
Claro que tudo isso que escrevo é terrivelmente suspeito, já que a obra elevou meu espírito de fotógrafo estigmatizado e passei a ter mais respeito por mim mesmo; por isso pedi a generosa colaboração de quem sabe muito mais que eu, a pesquisadora e professora acadêmica Georgia Quintas, autora do excelente livro “Man Ray e a Imagem da Mulher”.
A pertinente análise de Georgia segue abaixo.
Clicio Barroso, Julho de 2009

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por Georgia Quintas
Sempre há uma satisfação, quando podemos ter em nossa biblioteca um livro que fale sobre fotografia. As edições teóricas sobre fotografia são discretas. Desse modo, Nas Sombras de um Sonho, de Claudio Marra é uma obra a se desfrutar por vários motivos.
Em primeiro lugar, porque trata da temática da moda na fotografia (ou poderia ser o inverso, a fotografia na moda). E é nesse aspecto que o autor estrutura a linha imaginária de condução de suas análises, pesquisas e formulações teóricas. Claudio Marra desmistifica e emerge para o plano da ponderação o quão à moda fora e é significativa para a linguagem e expressão fotográfica.
Podemos acompanhar a “aula” que o autor nos proporciona, através do texto de estilo leve e bastante claro, desvelando as várias maneiras que grandes fotógrafos conduziram suas carreiras ao trabalharem com fotografias de moda.
Claudio Marra elenca alguns dos baluartes que travaram com esse universo imagético possibilidades de autenticidade no âmbito da criação artística. Ou seja, o livro ratifica uma questão instigante, que para muitos é observada de soslaio, sobre o valor da fotografia de moda. Nesse ponto, Marra aborda questões fundamentais sobre a história da fotografia por esse viés.
Cai assim por terra o estigma de superficialidade e banalidade que ronda (às vezes veladamente, outras vezes nem tanto) a produção dos fotógrafos de moda. Para os profissionais que passam por esta crise, o livro exorciza tais fantasmas e serve como terapia intensiva de como o olhar de cada um pode conduzir as relações entre realidade e aparência, moda enquanto expressão social e cultural e construção de identidade.
Ao conjugar semiótica e fundamentações teóricas de grandes autores que refletiram sobre a fotografia, Marra revela a complexidade do fazer fotográfico. Por mais que seja fruto de uma demanda, de uma linha editorial, de um costureiro, das “linhas” e formas de um simples vestido, o fotógrafo detém o ofício e sua idiossincrasia. O mecanismo resolutivo entre esses dois pontos pode vir a constituir rupturas, deslocamentos e soluções poéticas contundentes.
O que dizer de grandes mestres que escreveram seus nomes na história da fotografia: Richard Avedon, Edward Steichen, Man Ray, Muncaksi? Em Nas Sombras de um Sonho, encontramos a história e as considerações oportunas e didáticas para além do gostar aparente.
O livro de Claudio Marra é mais uma prova que a fotografia de moda é respeitável, vívida, simbólica e profunda.