Dicas quentes para casamentos no inverno

Dicas quentes para casamentos no inverno

Noiva com elegância para um casamento no frio. Foto: Pronovias

O mês de maio é o mês das noivas, entretanto o mês das noivas não é o preferido pelas mulheres quando o assunto é casamento. Em maio começa aquele friozinho e as baixas temperaturas, que podem dificultar um pouco o visual da noiva e o das convidadas. Por isso, elaboramos dicas quentes para se fazer um casamento no inverno, que seja inesquecível!

Modelos da Pronovias para as noivas ficarem quentinhas no altar. Foto: Divulgação

1- Trajes do casamento 

O que usar num casamento no inverno? Para os homens que usam terno e gravata, o inverno nunca será um problema. Mas para as mulheres, nesse caso, é preciso muito cuidado para não passar frio na hora da cerimônia e da festa. As noivas podem abusar das rendas e vestidos de noiva com manga. A  coleção 2012 da Pronovias, por exemplo, traz modelos lindos para noiva nenhuma passar frio no altar. Também existe a opção de boleros que combinem com ovestido de noiva e que certamente darão o mesmo charme ao look. Nas tendências para vestidos de noiva 2013, as rendas foram protagonistas. Assim como na coleção de Monique Lhullier 2013 e Justin Alexander 2013. Com estas lindas inspirações de vestidos de noiva 2013, noiva nenhuma terá desculpa para não de casar no inverno!

Vestido de noiva com manga. Monique Lhuiller 2013. Foto: Divulgação

Já as convidadas e madrinhas têm diversas opções do que usar: vestido de festa com manga pode resolver, principalmente se o casamento for em ambiente fechado e para quem gosta (e se o modelo do vestido combinar) há boleros que podem deixar o look super elegante.

2 – Decoração

Na decoração de casamento no inverno: cores fortes e velas. Foto: Andrea Paccini

Cores mais escuras combinam mais com a estação. Para a decoração de casamento no inverno, aposte em tons terrosos, dourados, tons que variam do fendi ao marrom escuro. As estampas, listras e estilos xadrez também formam uma combinação interessante para o inverno. Lembre-se: estação fria, cores quentes.

Tons fortes para uma bonita decoração de inverno. Foto: Andrea Paccini

3 – Comida

Opções de cardápio para casamento não faltam! Um cardápio de casamento no verãopede comidas mais leves, como saladas, frutas, frutos do mar, etc. Já para um casamento no inverno, a necessidade de comer alimentos mais quentes aumenta. Para Daniela Kishimoto, do buffet Zest Cozinha Criativa, os cremes tem a cara do inverno. ” Um delicioso capuccino de Funghi servido em copinhos super fofos, massas recheadas, carnes de sabor mais acentuado como a vitela ou cordeiro fazem muito sucesso no cardápio nessa época do ano”, destaca. Para a chef, um creme ou consomé servido em mini xicaras com um bom vinho são itens que não podem faltar em um buffet de casamento no inverno.

Decoração e comida no clima do inverno. Fotos: Gabriela Widman

Pratos quentes para casamento no inverno. Foto: Andrea Paccini

Guia completo sobre fotografia – National Geographic

Guia completo sobre fotografia – National Geographic

Um ótimo livro, da National Geographic, foi escrito pelos melhores foógrafos da National, como Robert Clark e Bob Martin. Em dez capítulos, aborda diversos aspectos, desde regras básicas da fotografia até as técnicas mais avançadas, passando por processos de processamento e edição até o arquivamento de fotografias. O material é bastante interessante e tem uma linguagem clara, além de ser ilustrados com belíssimas imagens. Tem várias dicas e sugestões. Com uma linguagem fácil e é claro, muita foto.

Guia completo de fotografia

13 – Lente Fotográfica

Lente Fotográfica

 

As lentes são a alma da câmera fotográfica. Através da passagem da luz pelos seus cristais, os raios luminosos são orientados de maneira ordenada para sensibilizar a película fotográfica, ou o sensor, e formar a imagem. Uma lente (também chamada de objetiva) é formada basicamente de três elementos: um corpo de metal ou outro material de boa resistência, que envolve e protege os elementos internos, os cristais, que constituem o elemento ótico da estrutura e o diafragma.

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Vai comprar? Então considere:

Abertura do diafragma

De forma simplificada, ela corresponde ao raio máximo relativo do orifício da lente. Esta medida é indicada com “1:” seguido de um valor, como 1:2.8, 1:4 etc. Quanto menor este valor numérico, maior o tamanho relativo do orifício – e também a capacidade da lente em captar luz, possibilitando fotografar em ambientes mais escuros com o máximo de qualidade. Por isso, lentes com grande capacidade de captar luz (1:2.8 e abaixo) são conhecidas como lentes “claras” e lentes (1:3.5 e acima ) são chamadas de lentes “escuras”. Além disso, de forma geral os fabricantes investem seus melhores recursos nessas lentes “claras”.

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Comprimento focal

 

Comprimento focal e sua relação ao tamanho do filme/sensor corresponde ao ângulo de visão que a lente apresenta, e este valor é dado em milímetros, como 28mm, 50mm, 200mm etc. O ângulo de visão considerado “normal” é aquele cujo valor está próximo ao tamanho diagonal do filme/sensor (figura ao lado). Ou seja, nos formatos 35mm/full frame, uma lente “normal” está próxima a 43mm (e a 29mm em câmeras com sensores tamnho APS-C ou 2/3). Acima deste valor (85mm, 135mm etc) considera-se a lente como “teleobjetiva”, e abaixo (35mm, 17mm etc) diz-se “grande-angular”.

Zoom
São as lentes mais utilizadas e abrangem vários comprimentos focais (e, portanto, vários ângulos de visão) em um só conjunto. O problema é que em uma zoom, em contraponto às lentes de comprimento focal fixo, aberrações óticas como pobre reprodução de cores e acentuada distorção de imagem ficam muito mais difíceis de serem resolvidas pelos designers. A qualidade, porém, volta quando você investe em uma – caríssima – zoom profissional.

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12 – Formato de Armazenamento

 

Formato de Armazenamento

Qual o melhor formato para se fotografar, JPEG, TIFF OU RAW? Atualmente, a maioria das câmeras profissionais nos permitem escolher qual formato usar, mas muitos fotógrafos acabam utilizando somente o JPEG, muitas vezes por não saberem as diferenças entre cada um. Cada formato tem suas vantagens e desvantagens, e é bom conhecê-las para fazer a escolha certa.

JPEG

Atualmente, todas as câmeras digitais disponíveis no mercado fotografam utilizando o formato JPEG, um padrão de imagens que gera arquivos relativamente pequenos e de alta qualidade, além de ser compatível com todos os programas de edição de imagens.

Além de todas estas vantagens, o formato JPEG é prejudicial às fotos por adotar um método de compressão que acarreta danos, descartando pequenas quantidades de informação de cor toda vez que a foto é salva. Cada comando de gravação causa sucessivas perdas, então cada vez que manipulamos uma imagem em um programa de edição e salvamos, estamos causando perdas que não podem ser recuperadas. Nestes casos, quando um programa pergunta em que qualidade queremos gravar o arquivo, ele está definindo a taxa de compressão a ser utilizada. Este é um efeito equivalente ao que ocorria nas repetidas gravações de cópias de fitas de áudio e de vídeo.

Apesar destas perdas, o JPEG é o formato mais utilizado devido ao seu pequeno tamanho, sendo ideal para o uso em sites da internet. É uma questão de  qualidade X velocidade. Para minimizar o problema use taxas de compressão baixas, mas se você não abre mão de uma boa qualidade e deseja evitar este problema, utilize um outro formato de arquivo: o TIFF.

TIFF

Alguns modelos de câmeras também nos permite salvar as fotografia no formato TIFF, que deve ser utilizado por quem não deseja que as fotos percam qualidade. Este se trata de um padrão que gera arquivos grandes, por não terem compressão, mas as fotos ficam praticamente inalteradas, sem perder nenhuma informação.

Seu uso fica restrito a programas que têm compatibilidade com este tipo de arquivos, e manipulá-los é um processo mais lento. Seu grande tamanho inviabiliza o uso destes arquivos na internet e além disto, um cartão de memória com maior espaço será necessário. 

RAW

Os arquivos RAW são uma espécie de negativo digital, pois as imagens não são processadas pela câmera antes de serem gravados por ela. Ele não descarta nenhuma informação, então salva ainda mais informações de cor que o JPEG e o TIFF. Desta forma, as fotografias são salvas antes de aplicar balanço de brancos, aprimoramento da nitidez, ou qualquer outro efeito, sendo um grande benefício do formato. Um arquivo RAW é exatamente o que é capturado pelo sensor no momento em que você pressiona o disparador.

Os arquivos RAW nos dão muito mais controle sobre a aparência final da imagem, e permitem que o balanço de brancos e até mesmo a exposição seja manipulada e corrigida, o que para muitos fotógrafos pode ser uma grande vantagem. Mas este pode ser um processo trabalhoso e que requer paciência e tempo do fotógrafo no processamento em programas específicos, como o Photoshop Lightroom. Sua maior desvantagem está relacionada ao tamanho dos arquivos e ao tempo que a câmera leva para salvá-los.

Se você deseja utilizar pouco espaço de armazenamento e quer enviar suas fotos para a internet, use o formato JPEG.  Se você deseja que suas fotos não percam qualidade, e não se importa com o espaço necessário para salvar os arquivos, utilize o formato TIFF. Mas se você deseja ter a maior fidelidade de cores possíveis, ter a possibilidade de corrigir pequenas falhas, e não se importa em gastar parte de seu tempo no processamento das imagens, utilize o formato RAW.

Exif

Vamos mencionar o Exif (Exchangeable image file) já que é provável que você tenha ouvido falar. O Exif é um formato de arquivo (não de imagem) que permite que o arquivo que contém a imagem possa ser corretamente interpretado por programas de editoração. Nenhuma câmera possui formato “exif” para fotografar.

Outros formatos de imagens

Há vários outros formatos de imagem (PNG, GIF, BMP, etc) nenhum dos quais é oferecido por câmeras digitais, portanto não vamos falar deste neste informe.

11 – O flash fotográfico

O flash fotográfico

O flash eletrônico é o sistema de iluminação artificial mais evoluído que existe, e cada vez tem se tornado mais sofisticado e mais fácil de usar. É um dispositivo que revolucionou a fotografia, e atualmente é uma arma de trabalho dos fotógrafos profissionais.

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O flash é usado na fotografia para produzir uma luz instantânea com uma temperatura de cor por volta dos 5500ºK para ajudar a iluminar a cena. Mas é preciso tomar alguns cuidados, pois o mau uso do flash pode arruinar a foto, fazendo as imagens apresentarem efeitos artificiais.

O flash geralmente é usado nas seguintes situações:

Flash como luz principal: O flash é usado como principal fonte de luz, como em interiores escuros e fotos noturnas.

Flash de preenchimento: Muito usado em dias ensolarados. Ao se fotografar uma pessoa à luz do sol, aparecem sombras em seu rosto, ou a pessoa fica sub-exposta devido à contra-luz. Neste caso,  o flash é usado para iluminar essas áreas sombreadas e para equilibrar a exposição da cena. Veja o exemplo:

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Autor: Prof. Enio Leite.

Os amadores em geral costumam condenar as fotos tiradas com flash por apresentarem efeitos artificiais. O profissional, ao contrário, não o dispensa, chegando inclusive a usá-lo de forma criativa, não deixando nenhuma pista ou evidência do emprego deste recurso, apresentando resultados fantásticos.

Para estes profissionais, o uso do flash é tão imprescindível, quando o uso de filtro protetor ou parasol.

Já que os filmes de maior sensibilidade comprometem a qualidade e saturação das cores, esses profissionais com filmes mais lentos, conseguem “simular” por meio da criatividade, esquemas de iluminação com flash, cuja imagem final é idêntica ou ainda melhor do que a iluminação do próprio ambiente.

As técnicas apresentadas são válidas, tanto para a fotografia analógica, como para a fotografia digital profissional.

Velocidade de sincronismo clip_image002[7]

Para usar qualquer tipo de flash, seja portátil, acoplado á câmera, de estúdio e outros, temos que primeiramente observar a sua velocidade de sincronismo. Este sincronismo refere-se ao intervalo de tempo entre a abertura do obturador e o disparo do flash. Ambos devem acontecer exatamente no mesmo momento. Para isto, necessitamos de uma velocidade específica que dispare o flash no exato momento em que o obturador esteja totalmente aberto para atingir o pico máximo de luz.

Caso o manual de sua câmera informar que o sincronismo do flash está regulado para 1/60, e se você acidentalmente utilizar uma velocidade mais rápida como 1/125 ou ainda 1/250, a foto sairá gravada somente em parte, pois a velocidade estará fora do pico, e a cortina do obturador estará cobrindo parte do filme durante a exposição.

As câmeras manuais mais modernas permitem sincronismo do flash até 1/250. Os modelos High Tech, permitem até 1/800 ou mesmo 1/1000, dependendo de programas específicos. Entretanto, o que importa realmente saber é que a velocidade de sincronismo é a velocidade máxima permitida a operar com flash eletrônico. Esta velocidade, na maioria das vezes, registra apenas a luz emitida pelo mesmo.

Número Guia – Flash manual

Cada tipo ou modelo de flash tem uma potência, um poder de iluminação. Esta medida é o número guia, indicado no manual do seu flash, para ISO 100.

Em outras palavras, a luz que parte do seu flash se espalha e chega até o assunto com maior ou menor intensidade. Portanto, toda vez em que a distância se altera, é necessário alterar o diafragma para uma correta exposição.

Cada flash tem um número guia, uma potência diferente. Para facilitar o manuseio, cada tipo ou modelo vem com seu respectivo número guia impresso em seu manual. Ou, com uma tabela de Distancia x Abertura, impressa no próprio corpo ou no visor de cristal liquido do flash. Observe-a com cuidado para conseguir a exposição correta.

Esta tabela é para uso do flash nas funções MANUAL (M), AUTOMÁTICO (A) ou ainda em TTL. Operar o flash em manual significa dizer que estamos utilizando sua potência máxima, seu número guia.

Para calcular a abertura adequada, a ser utilizada a partir do número guia, caso seu flash não apresente esta tabela impressa muito simples:

Número Guia (80) ISO 100 = Abertura do Diafragma = f/ 8.

Distancia em Metros (10 m)

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A técnica do Número Guia é utilizada em flashes profissionais que não trazem impressa em suas respectivas cabeças, a tabela de Distância x Abertura. Desta forma, consulta-se em seu manual o respectivo NG (Número Guia) para cada sensibilidade de filme.

Flash modo Automático

Entretanto, a maioria dos flashes disponíveis no mercado operam também em função AUTOMÁTICO (A). Estes modelos possuem um sensor eletrônico que mede a tensão da luz, ou a intensidade do relâmpago a ser emitida de acordo com a distância entre o flash e o assunto a ser fotografado. Na mesma tabela junto ao flash você encontra, para cada sensibilidade de filme, o diafragma a ser usado em função Automático.

Estas indicações geralmente se apresentam em cores diferentes, em função das distâncias que os assuntos se encontram. Cuidado: cada função de Automático indica uma abertura fixa, e o respectivo raio de ação, as distâncias mínimas e máximas que o sensor pode alcançar! Mesmo nos flashes mais avançados. Compreenda que o modo Automático refere-se unicamente ao desempenho do flash, não havendo nenhuma mediação de exposição por parte da câmera.

Flash modo TTL clip_image002[11]

TTL significa “Through The Lens Metering”, ou seja, leitura através da objetiva. Esta é a leitura fotométrica padrão das câmeras semi ou profissionais. A luz passa pela objetiva e será medida por um sensor que medirá a luz refletida da própria superfície do filme. Parece meio complicado, mas a intenção do fabricante é tentar captar o sinal de luz com a maior fidelidade possível.

Quando operamos o flash em TTL, o sensor eletrônico (tiristor) que comanda sua função automática é desligado e a intensidade da luz do flash está subordinada á leitura do fotômetro. Desta forma, o sensor fotoelétrico após ter analisado a luz da cena a ser fotografada, vai enviar ao flash a quantidade de luz necessária para uma exposição normal.

Apesar de teoricamente ser muito prático, já que o fotômetro detecta a quantidade de luz exata que falta para obter uma exposição normal, e comanda o flash para suprir essa iluminação complementar, este modo só é possível nas câmeras modernas, em virtude dos contatos periféricos.

Assim, o sistema TTL, está conectado com o fotômetro. Este mede a quantidade de luz disponível, “lê” a distancia pelo sistema Auto Focus, e informa ao flash qual a quantidade de luz necessária para complementar à exposição, naquele plano, previamente focalizado. Os modelos High Tech ainda contam com programas de sub ou super exposição para melhor controle dos efeitos desejados.

Por outro lado, o sistema TTL na maioria dos flashes inteligentes atuam como luz auxiliar. podendo subexpor ou super-expor o assunto.

Olhos vermelhos

Outro preconceito quanto ao uso do Flash é a produção de imagens com olhos vermelhos. Quando a luz do Flash atinge diretamente a pupila, normalmente as pessoas se encontram em local escuro. Nessas condições, a pupila está dilatada pela acomodação visual, fazendo com que a luz do Flash incida diretamente na retina refletindo parte do sangue que ali se encontra. Dessa forma, o aparecimento dos olhos vermelhos nada mais é do que a reflexão da própria retina provocada pela dilatação da pupila em ambientes com deficiência de iluminação.

Aprenda como evitá-los.

1. Use o flash lateralmente, isso vai mudar o ângulo de incidência de luz.

2. Peça á pessoa que não olhe diretamente para a câmera.

3. Use iluminação rebatida em teto ou superfície branca.

4. Acenda mais luzes no ambiente. Com isso a pupila vai se contrair, diminuindo a intensidade do reflexo avermelhado.

As câmeras mais modernas possui um recurso especial para eliminar o “olho vermelho”. Consiste em promover dois disparos do Flash, no momento em que o obturador é acionado. O primeiro, rapidíssimo, com menor carga, ocorre antes da exposição. Esse disparo tem um “timing” perfeito para que ocorra a contração da pupila, que normalmente está bem dilatada pela falta de iluminação ambiental.

No instante exato da contração máxima, a foto é realizada pelo segundo disparo do flash, o que torna quase impossível conseguir um ângulo que incida no fundo do olho, e reflita na direção do filme.

Flash Frontal

O uso mais convencional do flash eletrônico é o do flash direto, acoplado à sapata da câmera, e apontado frontalmente para o tema. Por outro lado, esta posição normalmente produz sombras indesejáveis, brilho excessivo na pele, e basicamente uma luz dura, clareando o assunto além do ponto desejado e ausência de meios tons. Entretanto há vários meios de controlar este “efeito de artificialidade” produzido pelo Flash:

1. Eliminação de Sombras: Afaste o assunto a ser fotografado mais ou menos 1.5 m do fundo, para que a sombra projetada pelo Flash não fique marcada atrás do corpo da pessoa. Essa simples providência vai melhorar suas fotos.

Caso tenha um fio ou cabo de extensão, procure iluminá-lo lateralmente, ou por cima, para que a sombra não incida diretamente no fundo. Use um rebatedor branco de cartolina, isopor ou papel alumínio para minimizar sombras do rosto e no fundo.

Se o espaço não permitir que você proceda dessas maneiras, procure fotografar o assunto com fundo escuro, o qual absorverá a maior parte das sombras projetadas pela luz do flash.

2. Flash Rebatido: muitos profissionais dirigem o facho de luz do flash para o teto, parede, muito dura. Seus resultados são: luz difusa, homogênea e sombras suaves que não aparecem no fundo. Pode ser utilizado tanto em modo manual, automático ou TTL.

Uma das formas recomendadas de utilização do flash é a de rebatê-lo contra uma superfície branca, no intuito de distribuir e difundir sua luz, simulando a luz natural interior.

3. Flash Auxiliar (Flash de menor tamanho localizado logo abaixo do flash principal). Com a difusão da técnica do flash rebatido, surgiu um outro tipo de problema: Quando o ângulo de incidência da luz rebatida é muito grande (muito parecido com a luz do sol próximo ao meio-dia), aparecem as clássicas sombras nos olhos, debaixo do nariz e do queixo. Para resolver esse problema, os fabricantes desenvolveram o flash auxiliar.

É um pequeno flash que fica em posição fixa frontal, e que sempre fornece uma iluminação complementar ao flash principal para somente iluminar as regiões sombreadas pelo mesmo.

4. Luz Mista, ou Flash de Preenchimento. É possível combinar a luz do flash com a luz natural como técnica corretiva. Este recurso tem um princípio muito simples: preencher o vazio (de luz) nas sombras. Para tanto, a intensidade de luz do flash deve estar equalizada com a fotometria da luz ambiente. Pode também ser empregado para criar efeitos de raios de sol, cenas de contra luz, como entardecer ou otimizar brilhos, em dias nublados ou ainda para corrigir o balanço de cores em ambientes com luz artificial.

Redutor de potência

Este recurso adicional, encontrado nos flashes mais sofisticados, e vem designado com as potências – 1/1 (full – total), 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 etc.

Isto significa que em 1/1 o flash está em carga máxima e na medida em que se reduz esta carga sucessivamente, pela metade, a luz do flash reduz-se no numero de pontos equivalentes. Esse recurso é muito útil, quando se opera a distancias muito curtas, ou com filmes mais sensíveis, ou ainda apenas para economizar baterias.

Já que as marcas e modelos de Flash estão em constantes aperfeiçoamentos, recomenda-se ler seus respectivos manuais com atenção.

Nas câmeras tipo Hi Tech a redução de potência, é efetuada diretamente no respectivo programa para flash – TTL, acionando-se a respectiva escala de compensação, desde que se utilize o flash indicado pelos seus próprios fabricantes. Alguns modelos originais apresentam esta escala de redução mesmo em modo manual. Para maiores informações, consulte o livreto de instruções de seu Flash.

“Ring flash” / Flash Anular

Há Flashes especiais para curtas distâncias, com pequena potência adequada á fotografia científica ou para documentação São conhecidos como Ring Flash, tipo circular, utilizado na frente da objetiva, acoplada como um filtro. Desenvolvido para situações especificas, para temas muitos próximos, em que a iluminação de um flash convencional não é adequaclip_image002[15]da.

Fotografia dental, médica, macrofotografia, e outras aplicações afins, são alguns dos campos em que esta técnica é utilizada. Apresenta uma luz difusa, e em alguns de seus modelos o grau de difusão pode ser controlável. São encontrados em modelos manuais. Automáticos e até TTL. No entanto, seu raio de ação é limitado á 1.2 metros de distância.

Na falta destes flashes, podemos improvisar rebatedores para dirigir o foco de luz diretamente ao assunto a ser fotografado.

O flash, tanto nas câmeras analógicas como nas digitais apresentam o mesmo objetivo: iluminar. Portanto, todas as regras aqui apresentadas são válidas. Entretanto, dependendo da sensibilidade de seus respectivos sensores e dos modelos disponíveis no mercado, há ajustes adicionais a serem efetuados para se obter bons resultados.

10 – Profundidade de Campo

 

Profundidade de Campo

 

Profundidade de Campo é um efeito que descreve até que ponto objetos que estão mais ou menos perto do plano de foco aparentam estar nítidos. Regra geral, quanto menor for a abertura do diafragma (maior o valor), para uma mesma distância do objecto fotografado, maior será a distância do plano de foco a que os objetos podem estar enquanto permanecem nítidos.

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Salientar que só pode existir um ponto focalizado, e a profundidade de campo gera uma impressão de focalização nos elementos contidos em diversos planos.

Em termos não especializados, as lentes teleobjetivas tem mas profundidade de campo do que as grande-angulares, e uma teleobjetiva mais poderosa oferece menos profundidade de campo. Disso também advém o fato de as lentes grande-angulares extremas fornecem maior profundidade de campo.

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Quando você vê uma bela foto de paisagem em uma galeria, é bem provável que tenha sido feita com abertura muito pequena (número de f-stop alto) para obter a maior profundidade de campo possível. Mesmoem um dia ensolarado, usar a menor abertura pode exigir velocidade de obturação bastante longa e, portanto, também o uso de um tripé.

Isso pode criar uma dilema. Por exemplo: o ideal seria que você usasse alta velocidade de obturação para fotografar imagem em ação. No entanto,o objetivo se desloca em alta velocidade, de modo que a abertura daria uma área maior do objeto em foco, assim facilitando a nitidez da imagem. Algumas pessoas simplesmente usariam sensibilidade mais alta do sensor, o que possibilitaria velocidade mais altas de obturador com abertura menores. Mas isto custa caro – e talvez seja o preço mais alto a pagar em termos de fotografia: compromete a importantissima qualidade da imagem. O lado triste é que, quando você aumenta a sensibilidade do seu sensor, a qualidade da imagem pode diminuir.

 

9 – Velocidade

 

Velocidade

 

A velocidade do obturador ou tempo de exposição, em fotografia, está diretamente relacionada com a quantidade de tempo que o obturador da máquina (câmera) fotográfica leva para abrir e fechar, deixando passar a luz que irá sensibilizar a película fotográfica ou o sensor digital CCD/CMOS e formar a imagem.clip_image002

É fácil de perceber que se deixar a máquina a receber luz durante 10 segundos, só vai ficar uma imagem estática e bem definida se nada no cenário que estamos a fotografar se movimentar durante este tempo.

Quanto menor o tempo de exposição, menos luz é absorvida no interior da máquina, maior a abertura do diafragma necessária para se obter uma exposição correta.

O tempo de exposição é normalmente dado no formato 1 / x , em que X representa uma fração de tempo em segundos. Os valores comuns são: 1, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250, 1/500, 1/1000, 1/2000… e

B (de bulb) — Que mantém o obturador aberto enquanto o botão disparador estiver pressionado.

Apesar de muito popular no meio fotográfico, o termo velocidade não é correto, pois o obturador, como vimos, trabalha com tempos de exposição, em geral frações de segundos, e isto não está relacionado com rapidez de operação ou de exposição.

Os efeitos da exposição

Em fotografias noturnas, é possível ver claramente a diferença entre os tempos de exposição escolhidos. Para este tipo de fotografia, longas exposições permitem fotos com muito mais qualidade.

Tendo controle sobre o tempo de exposição e usando a criatividade, é possível se fazer fotos com os mais variados efeitos. No exemplo a seguir, note a diferença entre as duas velocidades escolhidas. Para a primeira, foi usada uma exposição de 1/4000 segundos, tão rápida que foi capaz de congelar as asas do beijaflor. Para a segunda, utilizou-se uma velocidade um pouco mais lenta, de 1/250:

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Compreendendo a exposição

Na fotografia, há três elementos que se relacionam entre si e afetam diretamente uma imagem. Eles são:

1. ISO – a medida da sensibilidade do sensor à luz;

2. Abertura – a intensidade da luz que incidirá sobre o sensor;

3. Velocidade – o tempo que esta luz incidirá sobre o sensor.

Qualquer alteração em um destes elementos irá influenciar os outros. Ou seja, você nunca pode isolar e dar atenção a somente um dos elementos, sempre deve alterar um pensando nos outros. A combinação deles determinará a exposição da imagem.

Por exemplo, quando aumentamos a velocidade, menos luz irá entrar, fazendo a imagem ficar sub-exposta. Então devemos compensar esta perda de luz aumentando a abertura ou aumentando o valor do ISO, de forma que a exposição final fique inalterada. 

Para que você entenda melhor, compare a máquina fotográfica a uma janela, com uma persiana que abre e fecha.

A abertura é o tamanho da janela. Quanto clip_image002[9]maior for, mais luz entrará na sala, e mais clara esta será.

A velocidade do obturador é o tempo que a persiana fica aberta. Quanto mais tempo ela permanecer aberta, mais luz entrará na sala.

Agora, imagine que você é o sensor da câmera, e que você está dentro desta sala usando óculos de sol. Seus olhos estarão menos sensíveis à luz que entra (neste caso, um baixo valor de ISO).

Existem diversas maneiras de aumentar a quantidade de luz que chega aos seus olhos: você pode aumentar o tempo que a persiana fica aberta (diminuir a velocidade), aumentar o tamanho da janela (aumentar a abertura) ou você pode retirar os seus óculos (aumentar o ISO). Esta não é a melhor maneira de explicar a exposição, mas o ajuda a pegar a idéia.

Há um esquema que se chama “Triângulo de exposição”. Nele, são representados os três elementos:

 

Para se decidir em qual elemento ajustar, é preciso ter em mente o tipo de efeito desejado:

Elemento Mais luz Menos luz Efeito
Velocidade Baixa velocidade Alta velocidade Velocidades mais lentas causam motion blur, e velocidades mais rápidas congelam a ação
Abertura Grande abertura (pequeno F/stop) Pequena abertura (grande F/stop) Uma grande abertura produz uma pequena profundidade de campo (menor área em foco), e uma pequena abertura produz uma grande profundidade de campo (maior área em foco)
ISO Altos valores ISO (800 ou maior) Baixos valores ISO (100 ou 200) Quanto maior o ISO, mais sensível o sensor será à luz, permitindo velocidades mais rápidas, pequenas aberturas ou ambos, e é especialmente bom para situações de pouca luz. Porém, altos valores ISO resultam em imagens muito granuladas, reduzindo a qualidade final.

Dominar a exposição é algo que envolve muita prática, e é preciso experimentar e tentar os mais variados ajustes e efeitos.